 O QUASE TRISTE FIM DA DONA JOANINHA - PARTE IV
(...) “Se a senhora quiser, pode subir nas minhas costas. Eu te levo pro lado de fora!”, disse o bem-te-vi. “Mas... sair daqui e ir pra onde? Deixar minha casinha? Não senhor! Eu quero é que esse muro horrendo suma daqui!!” “Bom... se é assim, infelizmente não vou poder ajudar.”, disse ele, com dó da pobre dona joaninha. “Algo me diz que a senhora terá que descobrir sozinha como fazer desaparecer esse muro, pois animal algum daqui da vizinhança é forte o suficiente para derrubá-lo”. O bem-te-vi alçou vôo, subiu até o topo do muro e, antes de partir, falou “Tente se alegrar! Se a sua tristeza fez com que ele aparecesse, quem sabe a alegria o faça sumir!”. “Me alegrar? Mas Como? Ele fala isso porque não está no meu lugar!”, e voltou a se desmanchar em lágrimas... Passado algum tempo, cansada de tanto chorar, dona joaninha resolveu checar a despensa e ver quanta comida ainda tinha. Já que provavelmente iria passar o resto da vida trancada em casa, teria que tentar sobreviver o máximo de tempo possível. “Hummm... acho que tenho comida pra mais umas duas semanas... vou ter que arrumar o que fazer...” Fez uma panela de pipoca pra comer, choramingou, assistiu a novela, choramingou mais um pouquinho, e foi dormir. E começou a sonhar, sem saber que estava sonhando... Sonhou que estava andando por aquela mesma estrada do sonho da noite anterior, aquela que era linda, florida e tudo mais... (CONTINUA) 
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